terça-feira, 16 de agosto de 2011

Projeto Interdisciplinar - Corpo e Movimento

Projeto Interdisciplinar - Corpo e Movimento

Professora: Fátima Alves


Tema Gerador: Papel da Escola na sociedade da informação

Grupo Somando Forças:

Luciana Gomes Negrão Lima

Rosemere Gonçalves de Carvalho Mueller

Conceito: Orientação e Estruturação Espaço-Temporal

Faixa Etária: 06 a 12 anos


Escravos de Jó


Você vai convidar os aprendizes para participar de um jogo chamado Escravos de Jó, onde os participantes, sentados no chão, cantam a canção, a seguir:

Escravos de Jó
Jogavam
Caxangá,
Tira, bota
Deixa ficar!
Guerreiros com
Guerreiros
Fazem zigue,
Zigue, zá.
Guerreiros com
Guerreiros
Fazem zigue,
Zigue,zá

Ao mesmo tempo em que cantam, os participantes movem objetos (Podem ser latinhas de balas, caixas de fósforo, pedras de dominó… O importante é que o objeto produza ruído quando movimentado e, principalmente, quando toca o chão.) seguindo um ritmo determinado. Cada participante tem um objeto. Durante cada rodada de canto e movimento, o objeto que está na mão de cada participante deverá ser passado para o participante à sua direita.

Na sua forma mais tradicional, é uma brincadeira cantada, segundo a tradição, brincada por monges, e incorporada à cultura infantil. Os objetos, passados de mão em mão em uma roda de pessoas em volta de uma mesa ou sentadas no chão, giram sempre para a direita de quem está na roda. Enquanto passam o objeto, os participantes cantam uma canção.

Trata-se de uma prática que educa, entre outras coisas, no sentido da orientação espacial e temporal. Espacial pela direção com que deve ser passado o objeto; temporal porque a ação deve ser guiada por uma seqüência rítmica determinada.

Não é uma brincadeira fácil. Quanto maior for o número de integrantes da roda, mais difícil é coordenar os movimentos, porque não basta coordenar os próprios, mas, também, levar em consideração os movimentos de todos os demais.

Do ponto de vista social, a importância da brincadeira reside no fato de que cada um é responsável por todos os demais, de tal maneira que o erro de um implica no erro de todos. O êxito da brincadeira nunca é individual, mas coletivo. Trata-se, portanto, de um jogo cooperativo, como quase todos os jogos o são, porém, em alguns casos, bastante marcados por essa característica.

Muitas variações podem ser produzidas por quem orienta a brincadeira. Após certificar-se de que os praticantes já sabem realizar o jogo na forma tradicional, o orientador pode sugerir que o objeto seja passado da direita para a esquerda, por exemplo. Pode-se mudar tamanho, forma ou peso do objeto, e assim por diante.


Você perceberá que o jogo admite dois resultados. Se todos jogam corretamente, o movimento grupal é harmonioso e constante e os objetos fluem de forma ritimada entre os participantes. Se alguém erra, os objetos se acumulam em pontos específicos da roda de participantes. A probabilidade de erro será muito grande nas rodadas iniciais devido à falta de coordenação do grupo.

A cada erro, você deverá suspender a atividade e solicitar uma avaliação da situação pelos participantes. A causa do erro deve ser identificada e sugestões de mudanças serem formuladas pelos próprios aprendizes. Os participantes, em nova rodada do jogo, tentam implementar as mudanças. Novo erro, nova parada, nova avaliação, nova mudança. Depois do acerto do grupo, as rodadas em ritmo crescente são repetidas. Em qualquer momento do jogo, na ocorrência de erros, você deve repetir as paradas, as avaliações e as mudanças.

Dominadas as competências necessárias ao jogo (cantar a música, fazer os movimentos adequados, ajustar seu ritmo ao ritmo dos companheiros e da música, manter a concentração…), convide os aprendizes a experimentarem variações. A música pode deixar de ser cantada e passar a ser murmurada ou assoviada. Por fim, todos jogam silenciosamente, cantando mentalmente a música e o som dos objetos tocando ritmicamente o chão domina o ambiente.

Terminado o jogo, promova uma discussão sobre a experiência vivida. Na discussão deve ficar claro que os participantes viveram uma experiência de aprender a fazer associada à de aprender a conviver. As questões fundamentais que devem orientar a discussão são: como aprenderam a fazer (a cantar a música, as técnicas do jogo) e como aprenderam a conviver (a coordenar seus movimentos com os demais e cooperar com os outros na realização da tarefa comum).

http://www.youtube.com/watch?v=2RBVi4b3dQw&NR=1

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